Abstract

Este artigo debruça-se sobre as características únicas e exemplares do regime híbrido húngaro, a nova incarnação do sistema político húngaro que surgiu durante o processo de retrocesso democrático dos últimos anos. O artigo defende que a adesão da Hungria à União Europeia (UE), as competências das instituições da UE e o âmbito da legislação europeia têm desempenhado um papel crucial no desenvolvimento das características únicas do sistema. Baseado neste argumento, o artigo qualifica a Hungria como um «regime híbrido com limitações externas». No entanto, a UE não funciona apenas como uma limitação ao sistema do regime húngaro, mas cumpre também funções de suporte e de legitimação do sistema. Em última instância, as variações nestas diferentes funções são determinadas pela dinâmica interna da integração europeia e influenciam as considerações estratégicas das elites húngaras sobre a presença futura do país na UE.